O luciferianismo é um conjunto de crenças cuja base encontra-se fixada na figura de Lucifér. Divide-se em luciferianismo tradicional ou teísta (crença em Lúcifer como um ser espiritual) e luciferianismo simbólico ou agnóstico (crença em Lúcifer como um símbolo de luz, conhecimento, crescimento individual e auto-aperfeiçoamento).
Este tipo de crença existe também no Paganismo da Tradicional Ibérica, apesar de não corresponder diretamente a ela e de não possuir, no mais das vezes, ligação definitiva com nenhum tipo claro de misticismo.
Origens
O luciferianismo é um antigo culto de mistérios que tem origem nos cultos de adoração às serpentes. Apesar de muito posterior aos Mistérios Clássicos, como os de Elêusis, Delos e Delfos, contém traços que deitam suas origens nas práticas pagãs primitivas da Grécia e principalmente na Religião Órfica. O Luciferianista presta reverência à entidade romana conhecida como Lúcifer, o Andrógino, o Portador de Luz, o espírito do Ar, a personificação do esclarecimento. Lúcifer era o nome dado à estrela matutina (a estrela conhecida por outro nome romano, Vênus) e posteriormente descontextualizado e corrompido pelo Cristianismo. A estrela matutina aparece nos céus logo antes amanhecer, anunciando o Sol ascendente. O nome deriva do lucem ferre do termo latino, o que traz, ou o que porta a luz. Lúcifer vem do latim, lux + ferre e é denominado muitas vezes, como sendo a Estrela da Manhã.
De entre todas as entidades da angelologia e demonologia tradicionais,
Lúcifer foi aquela a manter a relação mais notável com a Humanidade.
Fundamentação teórica
Para um luciferianista, encontrar a faceta Lúcifer da divindade
dentro de nós é fator importante no caminho da Verdade. Esta Verdade nos
trará consciência, conhecimento e sobretudo, o livre-arbítrio. Lúcifer,
para os homens, seria o caminho para o encontro com o Eu-Divindade, a
manifestação da Vontade profunda integrada aos ritmos do mundo real. Na
angelologia hebraica, corresponde diretamente a Heylel, citado no Livro de Isaias
como a "Estrela Brilhante" e mito muitíssimo anterior à elaboração
romana de Lúcifer. Os hebreus herdaram este anjo dos babilônios entre
600 a.C. e 300 a.C., enquanto que os romanos só formularam seu "deus"
após o surgimento do Cristianismo na Península Itálica. Vale ressaltar
que existem diferenças importantes de cunho mítico, ritualístico e
filosófico entre o Luciferianismo, mormente o Simbólico, e o Satanismo.
O último posiciona-se, principalmente, como reação contrária ao
Cristianismo, enquanto que o primeiro possui caráter distinto e
identidade semelhante aos cultos pagãos, apesar de totalmente desligado
do Paganismo para grande parte de seus praticantes.
Neoluciferianismo
O Neoluciferianismo ou Luciferianismo Moderno é a versão mais atual
do Luciferianismo, que resulta numa mescla das versões anteriores. Os
luciferianistas modernos veem Lúcifer como um referencial de auto
realização e desenvolvimento pessoal, sem desconsiderarem a
possibilidade que Ele de fato possa existir (enquanto entidade
sobrenatural).
Na época da Inquisição católica todo e qualquer grupo ou pessoa que
fosse, abertamente, não-cristã, poderia sofrer perseguição religiosa. O
movimento, contudo, não desapareceu por completo e sim se desenvolveu,
tendo relações com outras religiões ao longo do tempo, como a Religião
Wicca - A Bruxaria Pagã - através da identificação de Lúcifer como uma
das manifestações do Deus sol (o Consorte da Deusa). Alguns grupos
Pagãos reconhecem Lúcifer como sendo parte do panteão pagão. É
interessante destacar que Lúcifer, neste contexto, está totalmente
desvinculado da mitologia cristã, que associa a figura de Lúcifer ao
"diabo". O Luciferianismo Moderno empresta alguns rituais e simbologias
literárias com o Satanismo. Hoje em dia, o Luciferianismo prega uma visão centrada em Lúcifer, mas de forma eclética e aberta ao desenvolvimento.
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